Vila Marim

 

A aldeia de Vila Marim, cujo topónimo é claramente latino (Villa Marini), tem dado, isolada e casualmente, numerosa e importante arqueologia romana: tegula (telhados) que aparece disseminada por toda a parte com maior abundância na Barroca, no Pombal, na Igreja e no Outeiro da Pombas, tudo lugares vizinhos da Igreja Matriz; um belo oinokoé de bronze (espécie de vaso), com incrustações ornamentais de prata do templo de Augusto, um denário do mesmo imperador, tipo Caius e Lucius Caesares, uma sepultura de incineração feita de tegulae (telhas) provavelmente do séc.III d.C., um conjunto de alfaias agrícolas de ferro tais como sacholas e foices de ceifar, e um tesouro constituído por 19Kg de foles do séc. IV, foram achados a cerca de 100m da Igreja Matriz no referido Outeiro das Pombas.

No Bairro do Alto pode ver-se uma lagareta romana do tipo das de Panóias.A história da Igreja Matriz de Vila Marim está por fazer. Não se sabe quem edificou nem precisar a data da sua construção.

 

 

Para tentar resolver estas questões, deve-se ter em conta o seu estilo simples, o facto de ser o único monumento medieval da região não siglado, além de ser único autenticamente românico.

Nogueira Gonçalves, no seu trabalho "Estudo de história e de arte Medieval"; situa cronologicamente a Igreja de Vila Marim em primeiro lugar entre todos os monumentos medievais da região.

Nos topos dos cumes dos telhados da Igreja, virados a nascente, quer na capela mor quer na nave podem ver-se cruzes da Ordem do Templo.

Ora os Templários estabeleceram-se em Portugal em 1125 e transformaram-se na Ordem de Cristo em 1319.

Seria entre estas duas datas que deveríamos colocar a construção da Igreja de Vila Marim. Assim, poder-se-á concluir que a Igreja de Vila Marim data dos fins do séc. XII ou começos do séc. XIII.